10 de março de 2011

Olá!















Voltei :p Pela terceira vez.
Não desisti,só achei que não havia nada para escrever.
Hoje perdi algum tempo a ler o que já estava aqui e achei piada à evolução. E,apesar de ser quase sempre tudo à volta do mesmo, gostei de ler as pessoas e os momentos que ficaram aqui gravados e que marcaram quem eu sou.
É giro poder reviver tudo só com um ou dois minutos de leitura. Mas é como se voltasse a experrimentar na pele o que já senti. Só a ler.
Pronto, espero não ter espantado toda a gente pelo abandono.

(E, Luis Miguel, onde quer que estejas, anda ler isto que é uma das poucas formas que temos de comunicar x) até porque não há vez que eu venha cá e não me lembre de ti! )

11 de dezembro de 2010

Sem ti.

Fechei-te. Tem que ser...
Não posso deixar que mines o mundo à minha volta que tornes tudo mais escuro, mais difuso e menos importante.
Tenho que te por no lugar onde pertences: ao pé de todos os outros. Com um brilho especial, uma luz ligeiramente mais forte mas que é só a consequência do que já vivemos. É uma luz de presença, que te torna especial.
Mas não és uma estrela cadente, não ofuscas as outras que brilham ao teu lado e não és, de todo, a indicação do caminho que tenho que seguir.
Tu tornas tudo demasiado teu. Sem quereres, roubas o foco e a atenção ao que vai para além de ti. Tens uma espécie de magnetismo que me prende, mesmo quando me quero afastar e,se deixar,não me sais da cabeça. Quando dou por mim, estou tão envolvida que me perdi algures aí dentro, perdi o mundo e perdi-te a ti.
Por isso, vamos dar um passo atrás.
Isto sou eu a recuar.
Não me dás outra hipótese.

19 de outubro de 2010

Igual


E no meio de tudo, sem estar à espera, percebi que tem tudo a ver comigo,neste momento.
Ás vezes é só preciso estar um bocadinho mais atenta ao que já era hábito. E a música já era hábito. Hoje disse um bocadinho mais.

7 de outubro de 2010

Cinzento

Todos temos um "plano de acção".
Um conjunto de regras, de normas, assentes nos nossos princípios, naquilo que acreditamos e que vai sendo cimentado e moldado ao longo do tempo mas que, geralmente, é constante. Por uma razão ou outra, quer seja para protegermos aquilo que somos ou para afastarmos quem não nos interessa minimamente, há um conjunto de padrões que acabamos por ter e que ditam a nossa reacção com quem nos rodeia. Assim, há os tolerantes, os pacientes, os exigentes, os equilibrados, os intrometidos, os introvertidos, os sinceros, os interesseiros. Com a idade, acabamos por nos ir definindo. Sabemos, normalmente, o que esperar dos outros e sabemos quais são os limites que impomos para que qualquer relação funcione bem.
Incrivelmente, depois de tudo tão estruturado e tão "organizado", há sempre quem fuja às regras a que nos impomos. Quando nos obrigamos a exigir, a pedir explicações e a querer mais já que o que ouvimos ou o que temos não nos chega, aparece alguém que nos faz esquecer regras. Que entra e não fecha a porta. Que usa e abusa, chega e parte sem se despedir, que nos puxa para si e,no momento seguinte, nos afasta sem razão aparente. Há pessoas assim... a quem toleramos muito, com quem respiramos até dez,baixinho, porque perde-las é bem pior do que aturar qualquer coisa. 

Antes, se calhar por experiência própria, achava isso estúpido. Embora ouvisse, falasse, esperasse, insistisse, a falta de resposta cansava-me. Mais do que isso, magoava-me. A ponto de não querer mais, virar costas e nunca mais ver essa pessoa da mesma maneira.
Apercebi-me,hoje, que por muito "equilibrio" que haja na maioria das nossas relações, vai sempre haver quem nos faça abrir excepções. Quem exija mais uns minutos de paciência, quem nos faça dar sem exigir grande coisa à partida, que nos faça olhar com um sorriso mesmo quando não atinge o que esperamos dele. E isso não é mau. São pessoas que nos obrigam a moldar os nossos limites, a flexibilizar os nossos padrões, a ir para além do que estamos habituados, a dar mais de nós. E, mesmo assim, são pessoas que valem a pena. 
As relações, porque são feitas de gente cinzenta,não podem ser de outra cor que não o cinzento. São o balanço de vários factores, o equilibrio de personalidades e,muitas vezes, a cedência no que, à partida, seria inflexível.

28 de setembro de 2010

Sem Sentido.

Abateste-te novamente sobre mim. A tua ausência, a tua distância, tudo o que nos separa voltou hoje a assombrar-me.
Lembrei-me de ti. Desenhei pela milésima vez os traços indefinidos do teu rosto. Esse rosto que me persegue, que me chama e que nunca conheci.
Não foste tu a vir ter comigo. Não podias. Conheces tanto de mim como eu de ti: nada.
Incrivelmente, foi o vestígio de vazio que te persegue e te disfarça que me encontrou.
É dele a culpa. Da saudade que não tenho. Da felicidade que ainda está por conseguir. Da peça que teima em faltar no meio de tantas outras que já tentaram preencher este lugar.
Mas não. Ele é teu. Só. E espera por ti.
Até voltares para mim, até te poder ver, sentir, tocar, tens a imagem dos meus sonhos. Tens os traços da minha imaginação. Varias com o meu humor. Vais por tempo indeterminado e, quando eu menos espero, voltas. Normalmente nos desenhos de alguém que se aproxima de ti, que tenta ocupar o teu espaço e que, inevitavelmente, acaba por partir porque não se aproxima da pessoa que és.
Quero que voltes. Quero que me procures, que me encontres, que venhas ter comigo.
Quero sentir que estou inteira, que a tua sombra é agora real e que segue colada aos teus passos, tão próximos, tão reais, tão seguros.
Quando puderes, quando achares que mereço, por favor vem. E prende-te a mim, que já tantas vezes me deixei prender para nada.
Sei que existes. Sei que estás aí. Sei que um dia vais ser meu.

6 de setembro de 2010

Cartas Para Julieta


“Dear Claire
What and if are two words as none threatening as words can be.
But put them together, side by side, and they have the power to haunt you for the rest of your life.
What If...? What if...? What If...?
I don´t know how your story ended but if what you felt then was true love, then it’s never too late.
If it was true then, why wouldn’t it be true now? You need only the courage to follow your heart.
I don’t know what a love like Juliet’s feels like. Love to leave the loved ones for, love to cross the oceans for.
But I would like to believe, if I ever would feel it, that I will have the courage to seize it.
And Claire, if you didn’t, I hope one day that you will.

                                                                                                                  All my love, Juliet.”